O começo: (re)conhecendo e amando meu próprio reflexo

Foto: Ana Slika (@anaslika)
Foto: Ana Slika (@anaslika)

Se eu for parar para responder com sinceridade a pergunta "como o atelier começou?" a resposta seria esta aqui.

E ela tem a ver com ser filha de imigrante de um lado da família, bisneta de imigrante do outro, nascer no Brasil (especificamente em Vitória-ES) e um possível TDA 

obs: para descobrir a sua receita maravilhosa, indico que comece uma terapia urgente rs! Seja ela qual for.

O que posso dizer é que essa combinação acima resultou numa densa barreira entre meu próprio reflexo e eu, mas também uma profunda conexão com as roupas - afinal, era ela quem podia me ajudar a focar a atenção das pessoas para onde eu desejasse e amenizar um pouco o desconforto que sentia vestindo minha própria pele.

Foto: Ana Slika (@anaslika)
Foto: Ana Slika (@anaslika)

E, afinal, o que é a roupa?

Acredito que ela pode ser vista como uma segunda pele. A pele que vestimos em público e que fomos condicionados a julgar. 

Depois de passar por um longo processo não muito saudável em que me tornei refém da maquiagem e da roupa, comecei a usa-la como uma ferramenta e não mais como uma prisão.

E, com o passar do tempo, a roupa foi me ajudando a entender o meu próprio gosto, meu estilo, minhas referências - independente da moda em voga. E então, me vi no espelho, sem julgamentos ou distorção, depois de muitos e muitos anos.

Uma vez que me vi livre dos julgamentos (em relação a aparência! O restante ainda está em processo, rs) foi possível começar a enxergar minha individualidade, tão perfeita - nem certa, nem errada - apenas minha. E, desde então, me propus a ser uma ferramenta para outras mulheres também se descobrirem através da roupa.

Descobrirem toda a sua autenticidade, singularidade, individualidade, sensualidade - sua liberdade!

No fim, acabei criando um atelier onde fosse possível e aceitável a criação de roupas distante dos padrões estéticos que nos cercam diariamente. Um lugar no qual a mulher possa verdadeiramente expressar suas ideias e, assim, criar uma roupa que verdadeiramente a represente!

Criei um espaço  para mulheres de espírito livre.